Nesse breve comentário, tentei
expor alguns pontos de vista desses homens que influenciaram uma geração e
fazem isso até os dias de hoje, lógico que se fosse falar de cada um
deles, ou só de um, seria trabalho de quase uma vida,mas que esse esboço possa
levar você a pensar e refletir cada vez mais na vida sem deixar ser
influenciado por qualquer vá doutrina,coloquei meus pontos de vista
nas conclusões,espero que cada um possa ter os seus, mesmo que ainda
estejam sendo montados como é meu caso.
Mateus Kalupnieks
Baseado que “a bíblia é a nossa única
conduta de vida e fé”
Animismo
Prós
Através
do Animismo Taylor consegue muito bem tentar explicar como o ser humano cultua
deuses, acredita na vida após a morte, até mesmo sobre a reencarnação o que
levava as pessoas a cultuar a natureza e outras divindades, que explicaria o
politeísmo.
Contra
Só
que houve religiões que eram monoteístas sem ter havido o animismo. Que vai
contra o animismo, que o monoteísmo era conseqüência da supremacia da divindade
sobre as demais.
Conclusão
Creio
que o animismo realmente é a explicação para religiões e crenças primitivas ou
até mesmo atuais, mas não se encaixa no cristianismo, pois para nós sempre houve
e sempre haverá apenas um Deus, um Criador, um Salvador, e isso não se encaixam
no animismo.
Porquanto o que de Deus se pode
conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas
invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua
divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas,
para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o
glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se
desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. (Romanos 1:19-21)
Feuerbach
Prós
“Os homens fazem deuses a sua imagem e
semelhança”.
“O homem é o
verdadeiro Deus do homem”.
As idéias de
Feuerbach sobre A Essência da Religião deveriam converter
"estes
amigos de Deus em amigos do homem, estes crentes em pensadores,
“Estas
pessoas que rezam em trabalhadores, estes candidatos à existência futura em
estudantes da vida presente, estes cristãos que, segundo sua fé e sua própria
confissão, são ‘meio anjos, meio bichos’ em homens simplesmente, em homens
completos”.
Contra
“A força de Deus nutre se de nossa debilidade”.
“Como o homem
pensa como ele é intencionado - assim é o seu Deus”.
“A religião
apenas como a consciência projetada do homem e de sua condição de
finitude, limitação e sofrimento”.
A força de
Deus nutre-se com nossa debilidade, Deus fica forte com nossa fraqueza. (O
vampiro do ser humano)
Conclusão
“Desde
que o homem existe, ele está á procura daquilo que supera o mundo e o sustenta.
Nessa busca, as religiões conferem sentido e orientação a milhões de pessoas,
oferecendo a uma pátria espiritual para o homem.” - Hans Kung.
Eu
só acho que não tem como separar o espiritual do homem, ele tem que ser amigos
de homens, mas também de Deus, deve sim trabalhar, mas também deve levar uma
vida de oração, devemos sim estudar. Concordo que tem pessoas que vivem “no
mundo da lua” e se esquecem dos próximos de se profissionalizar em uma área de
estudar e em vez disso vivem religiões falsas e acabam que invertendo os
valores, chegando até culpar Deus ou deuses pelo seu estado, devemos ser homens
completos, mas só seremos completos com Cristo.
A
nossa mente é limitada, não há como sabermos de tudo ou ser dono de toda
ciência e do saber, se fossemos criar um deus a partir de como pensamos não
haveria possibilidades de termos criado o Deus da bíblia, isso a quatro mil
anos atrás e vive até os dias de hoje.
Achar
que Deus se nutre com nossas debilidades e fraquezas é menosprezar a grandeza e
a soberania de Deus, acho que dos pontos contra Feuerbach, esse é o maior.
Karl Marx
Prós
“É este o fundamento da crítica
irreligiosa: o homem faz a religião,
a religião não faz o homem”.
“Quanto mais religioso, mais ignorantes sobre as causas sociais”.
“O estado da sociedade real produz a
religião que é a consciência invertida do mundo, porque também é um mundo
invertido. A religião é a teoria invertida deste mundo”.
“O capitalista sobre os trabalhadores”.
Contra
“A miséria religiosa constitui
ao mesmo tempo a expressão da
miséria real e o protesto contra
a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um
mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo.”
“Religião:
consolação advinda do universo imaginário da fé”.
Conclusão
O que Marx quis dizer é que a religião servia
como alívio
ilusório ao sofrimento dos pobres, quando se refere que a religião é o ópio do povo. Mas isso
porque os capitalistas se aproveitavam do povo, pra eles era vantagem o povo ir
se confortar na religião, pois eles continuariam a não lutar pelos seus
direitos fazendo deles assim ignorantes sobre as causas sociais e os cegando de
certa forma.
Ou seja, quanto mais a pessoa é religiosa,
menos ela se interessa por outras causas na maioria dos casos é assim.
E realmente esse mundo não vai
conseguir entender a religião. A religião é a teoria invertida desse mundo, tanto
é que quando Jesus o veio acabou pregado na cruz, pois ele tinha vindo cumprir
a lei, mas ninguém o entendia, e é assim até hoje, e não só com o cristianismo.
Mas não creio que a religião nos oprime,
ou que é um consolo para nossa fé, bem pelo contrario, as pessoas oprimidas são
aquelas que não conhecem a verdadeira liberdade (Jesus), e perdem a fé na vida
e no próprio mundo em que vivem.
Nietzsche
Prós
“só
a prática cristã, uma vida tal como a viveu aquele que morreu na cruz, é
cristã...”
E
são muitos os que, em nome de uma promessa de vida no além, seguem como
“rebanhos” a seu pastor, a seu sacerdote, que falam em nome de Cristo.
“Hipocrisia dos sacerdotes que, para aumentar o próprio poder,
estimulam os fiéis a deixar de lado a crítica em detrimento da fé”.
Contra
“O cristão tem medo da felicidade e da beleza
é hostil á vida”.
“O cristianismo odeia tudo que é humano tudo
que é material”.
“Niilismo (a ausência de sentido), o ser
humano sentiu necessidades da criação de um Deus para responder seu próprio
vazio existencial”.
Obs. coloquei nos contras, pois Nietzsche
fala que não precisaria ter feito isso com desvantagem para vida como ela aqui
e agora.
“Deus
é a contradição da própria vida”.
Conclusão
Suas idéias continuam atuais e uma ótima fonte para vermos as
religiões hoje. Principalmente o que elas têm de ruins. Os questionamentos que
ele faz á instituição são bem verídicos. Quando ele diz da hipocrisia dos
sacerdotes pra aumentar o poder ou que as pessoas seguem um pastor que fala em
nome de Cristo, pois prometem a vida eterna e outras coisas, eles pregam mas
não agem,roubamos,
matamos, mentimos e tentamos enganar a todos, principalmente a nós mesmos.e até entendo quando ele diz que a pratica cristã morreu na
cruz, pois hoje não vemos tais praticas sendo vividas.Mas nunca conseguiremos
chegar a perfeição como Cristo apesar do nosso objetivo ser este.
Mas Deus não é a contradição da própria vida acho que ele é a vida,
o cristianismo não odeia a beleza e tudo que é material, só o mau uso desses,
assim como a maioria das pessoas se achega a Deus porque estão tristes, e
depois disso não fica com medo da felicidade, mas são realmente felizes.
Ele consegue colocar muito bem o cristianismo a instituição em xeque,
mas não consegue colocar Jesus ou Deus, sabendo que somos falhos e que erramos,
mas Deus é perfeito.
Freud
Prós
“Cada
civilização construiu os deuses à sua imagem e semelhança espelhadas nos
idealismos dos desejos coletivos. Coube aos deuses a tarefa de remediar os
conflitos dos homens e aplicar sofrimentos àqueles que afligem o próximo e, também,
prover uma recompensa para àqueles considerados “merecedores”. Nenhum deus
nasce de uma religião, mas toda religião nasce de um deus, ou vários. A religião tem a função de
separar os que crêem em um deus em específico e criar as regras e o moralismo que
irão configurar a doutrina”.
“Objetivo final separação
dos merecedores dos não merecedores: uma alternativa que traga um novo início
depois do fim enquanto recompensa (vida depois da morte) e um castigo
àqueles que não foram condizentes com os princípios da doutrina”.
Contra
“O culto a Deus é uma programação
da mente humana. Somente demonstra aquilo do que o ser humano sente falta. No
futuro o ser humano emancipado, terá um desencantamento com respeito á religião.
Ele tem de ser liberto da idéia de Deus para superar seus recalques humanos”...
“Há 3 maneiras principais de
experimentar o sofrimento: o advindo da decadência do nosso próprio corpo
condenado à dissolução (morte); do mundo externo quando entramos em conflitos
(imposições e regras culturais) e o último, advindo do nosso relacionamento com o
outro”.
“Experimentar prazer
intenso em contraste: amor - indiferença; alegria -
tristeza; gostar – odiar”.
Conclusão
A
humanidade cria realmente deuses segundo as suas necessidades tanto para
colheita das plantações (baal) ou para saúde e se algo estivesse errado eram os
deuses que estavam bravos, ou não estavam se agradando com o povo. Então se
alguém ficava doente é porque deus o estava castigando, se ele era bem sucedido
é porque deus estava com ele (será que mudo muito).
E
então existe essa separação os que crêem em um deus e os que não crêem. Se você for merecedor
você terá sua recompensa após a morte senão o sofrimento eterno. Isso é o que
as religiões em quase toda sua totalidade pregam.
Mas não creio que nós devemos ser
libertos de Deus para sermos libertos, mas sim da religiosidade, e não podemos
ficar presos aos tipos de sofrimento que Freud nos apresenta, pois sabemos que
nosso corpo é perecível, mas nosso espírito não, e a bíblia é o maior manual
que existe sobre como lidar com as coisas desse mundo que existe, ela nos
ensina por completo como devemos nos relacionar com o próximo (João 13:34).
Jung Stilling
“A
religião é o exercício humano da saudade pelo seu estado primitivo é a
manifestação da intimidade da alma primitiva que as mudanças sociais abafaram”.
Mas
acho que é a saudade do nosso relacionamento com Deus, quando estamos afastados
de Deus seja pelo pecado ou pela simples ignorância sentimos uma ânsia por
achar na religião o nosso primeiro estado que era de intima vida com Deus.
Rudolf Otto
“A
religião é a convivência com o sagrado. O sagrado é o inteiramente outro. É
mistério tremendo e fascinante”.
A religião não é nem puro misticismo nem puro
realismo, o sentimento religioso interage com a razão, como por exemplo, na
forma da língua conceitual que é empregada para exprimir a vivência, mesmo que
não alcance a totalidade do objecto.
Conclusões Mateus
Kalupniek